Nossas experiências com a palavra escrita

São muitas as minhas lembranças com a leitura e escrita. Desde muito pequena eu tinha curiosidade em saber o que estava escrito em revistas, jornais, tv, outdoors e ficava chateada em ficar perguntando aquilo a toda hora para os meus pais ou irmã. Sabia que isso mudaria quando eu fosse para a escola...não via a hora para que isso acontecesse logo.
Já na 1ª série, com a professora Izabel e a cartilha Caminho Suave tive o prazer de me iniciar nesse trajeto. Adorava a descoberta das letras e palavras em cada uma das lições que aprendia....para mim era tudo mágico e amava tudo aquilo. Não tive nenhuma dificuldade na aprendizagem das letras, o que me fez gostar de estudar.
Na 2ª série, com a dona Diva, tínhamos a leitura de textos. Líamos um parágrafo e depois tínhamos que recontar à classe do mesmo jeito que estava no livro. Como eu não sabia qual seria o parágrafo lido, decorava o texto todo e pedia à minha mãe que tomasse a lição toda (Como eu abusei da sua paciência e do seu amor por mim!).
Na 3ª série, com a dona Zenaide, tínhamos que reescrever uma história lida por ela três vezes seguidas. Como prêmio, os três melhores alunos de cada bimestre, ganhavam lembrancinhas ou pequenos livros - e eu sempre ganhei os meus. Adorava ficar lendo em casa os livros ganhos.
Da 5ª até a 7ª série, tínhamos a professora de português, dona Sueli, que a cada bimestre, recomendava a leitura de um livro para que depois fizéssemos uma prova sobre ele. Como eram poucos os exemplares na biblioteca, já corria no mesmo dia para garantir o meu. Eu lia e marcava num caderno as partes que eu achava serem as principais, para que eu não esquecesse até o dia da prova.
Em casa também tive o apoio e incentivo dos meus pais para a prática da leitura e escrita. Sempre procurava ler os livros que a minha irmã comprava e também assistia a programas educativos, como o Bambalalão, na TV Cultura. Lá eu viajava nas histórias contadas pela Gigi Anhelli e pela Silvana Teixeira e era apaixonada pelas experiências do Prof. Parapopó, do saudoso Chiquinho Brandão. Muitas saudades daquela minha infância...
Já adolescente, me apaixonei pelo livro "O pequeno Príncipe" de Saint-Exupéry, que foi indicado por um grande amigo meu e pelas obras de Fernando Pessoa, autor português que meu querido avô tanto amava.
Escolhi Fazer Matemática por ser a minha paixão, mas sabendo da importância da leitura e escrita na minha vida, escolhi como optativas, na faculdade, a História da Matemática e Comunicação e Expressão. Eu não queria ficar limitada só aos números....eu queria expandir a minha cabeça, me sentir uma pessoa completa.
Hoje tenho uma biblioteca bem diversificada em casa. Adoro livros, pois quando leio, procuro viver a essência de cada história. Crio meus personagens, meus cenários e me aventuro plenamente a cada página lida. (Marisa)


Pelo que consigo relembrar minha primeira escrita foi através do livro "Caminho Suave", pelo que percebi por vários comentários vários professores começou por essa cartilha. Aprendi a escrever muito rápido, pois tinha o hábito de ler ler gibis, que meus irmãos compravam, do tipo: Tio Patinhas, Pato Donald e a Turma da Mônica. Meus irmãos sempre me incentivaram na leitura, pois o mais velho trabalhava e todo mês tinha um gibi diferente para leitura. Já a partir da 5ª série, tive uma professora muito boa, Marisa, que sempre trabalhou com os livros da série vaga lume, pois tínhamos que ler os livros, fazer o resumo e fazer uma prova escrita ou oral sobre o livro lido. Tenho três filhas e todas adoram ler, procuro sempre que puder comprar um livro de preferência que elas gostem e assino uma revista de atualidades e faço sempre uma cobrança sobre uma reportagem que chamou  mais atenção. A leitura é essencial para nossa vida, pois é a partir dela que aprendemos novas palavras e seus significados.
Não é todo mundo que gosta de ler, mas a leitura é um forte instrumento para se manter informado das atualidades. Na escola os professores passam muitos livros literários, que caem em vestibulares e uma forma de dar oportunidades dos alunos conhecerem nossos escritores. Concluindo podemos afirmar que a leitura proporciona um aumento da capacidade de escrita, de argumentação, além de trazer um enriquecimento no seu vocabulário e na sua forma de se expressar. (Moacir)
Quando tivemos o encontro na DE não consegui lembrar de nenhum livro que lia com prazer, apenas aqueles que eram cobrados na escola, como a série Vaga-lume. Mas agora, ouvindo os depoimentos dos músicos Gabriel o pensador e Gilberto Gil lembrei-me de um livro “A ratinha”, não sei exatamente quem nos deu, mas lembro-me que nós (eu, minha irmã e meus primos) brincávamos na casa da minha avó, onde eu morava, com esse livro. Nós fazíamos uma espécie de teatro, não sei se esse é o termo correto, onde um narrava e os outros faziam os personagens existente na história; conforme o narrador ia lendo nós íamos interpretando. Adorávamos ler e interpretar esse livro, porque no final da história a ratinha achava dinheiro. Não sei até hoje, quem é que colocava o dinheiro embaixo das pedrinhas onde brincávamos. Ficávamos todos felizes, esperando o outro dia para brincarmos novamente para achar dinheiro, era a única maneira de ganharmos umas moedinhas. Agora adoro ler livros baseados em fatos reais. Quando minha filha nasceu achei na obrigação de comprar livros de literatura infantil para incentivá-la e que ela aprendesse a gostar de ler, isto é, pegar gosto pela leitura, sempre lia para ela dormir, depois que aprendeu a ler, revessávamos, eu lia um pouco, ela lia uma linha, e assim foi aumentando sucessivamente, hoje ela lê e eu escuto. Acho muito importante a leitura na nossa vida, e acredito que quem lê muito escreve muito bem desde que preste atenção na escrita. (Neusa)

Eu me encantava com a pintura da caixa de lápis de cor, onde tinha a Branca de Neve e os sete anões, ficava vendo todos os detalhes do desenho, nunca mais me esqueci. Mas quanto a leitura, também foi a Cartilha Caminho Suave, que por sinal me alfabetizei, não tenho do que reclamar. Foi ótima. (Otávia)
Nos anos iniciais da minha vida escolar, tive  primeiro contato com as letras posteriormente com a leitura, tínhamos acesso a uma cartilha, o curioso é que só era permitido ver a página seguinte depois de ler,entender cada assunto.Com os livros de Monteiro Lobato foi possível  viajar nos conhecimento,sem falar que o gosto pela leitura começou com montanhas de gibis, interativos e atraentes. (Paulo Roberto)

2 comentários:

  1. Realmente, tudo que foi relatado trazem boas recordações: a Cartilha Caminho Suave, os gibis, programas como "Bambalalão" que despertavam em nós a vontade de ler, aprender, criar. Também gostaria de citar, no meu tempo de ginásio, a Coleção de Livros "Vagalume" que nos envolvia com suas estórias de aventuras e suspenses.

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  2. A coleção "Vaga-Lume" também fez parte da minha vida.
    Obrigada pelo seu relato também.
    Abraços.

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